Manifesto da lista do BE Lagos

Por uma política de futuro – Manifesto da lista do BE Lagos às autárquicas de 2009

A lista do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal de Lagos surge da necessidade de intervir com uma voz diferente para o futuro da Cidade. Surge da vontade de quebrar o pensamento único e as decisões unilaterais, pois o caminho do desenvolvimento passa por perder o medo de divergir e discutir. Os consensos não se fazem apagando as diferenças.

A natureza dotou Lagos de belezas naturais únicas, ainda possíveis de enquadrar nos bilhetes-postais, mas logo ao lado, ou mais atrás, esconde-se o saque ao património ambiental. Num litoral hiper-saturado de construções liquida-se o futuro, hipoteca-se a paisagem, impede-se as pessoas de passearem e usufruírem de lugares, lugares esses que deveriam ser entendidos como património de todos nós. Carrega-se o litoral de betão, Importam-se mega -projectos  fechados em si mesmos, sem qualquer articulação com a realidade social e profissional da região.   A par e passo, o desemprego vai aumentando no Algarve, atingindo actualmente a taxa mais elevada do País dos últimos 20 anos.  Além desta fortíssima taxa de desemprego devemos mencionar os jovens que deixam o Concelho para continuar os seus estudos e que, depois, não voltam aqui a ter lugar.

Perante esta política de desenvolvimento sem futuro, que fomenta o viver ao ritmo da sazonalidade, numa cidade sem vida durante meio ano, de ruas desertas e prédios desabitados, o BE surge para participar activamente na definição do rumo do Concelho de Lagos .

Queremos trabalhar por uma Autarquia que dê o exemplo de preservação e utilização dos seus bens naturais, assim como pela defesa e projecção dos seus cidadãos.

Desenvolver um Concelho implica saber utilizar os seus valores, os seus recursos Humanos, Culturais e Ambientais, valer-se das suas características, da sua unicidade, criando e oferecendo produtos de características inimitáveis.

Estes valores são constantes. Não vivem da sazonalidade.

Para combater o desemprego e a exclusão social , urgem  medidas de apoio à criatividade individual , ao incentivo de pequenos negócios, à criação de micro empresas que não tenham de lidar com a especulação do mercado imobiliário, mas sim uma prática de arrendamento justa e recompensas fiscais pela criação de auto  empregos.

É dando condições dignas às pessoas, para poderem participar e intervir, valendo-se dos seus talentos e características inigualáveis, que  a sociedade gerará emprego, riqueza e bem estar social.

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