Turismo
O turismo é a principal fonte de receita do Algarve e é uma indústria que pelas suas características tem um efeito multiplicador em praticamente todos os sectores da vida económica da nossa cidade e da Região.
A nível político o objectivo declarado sempre foi o de uma opção clara pelo turismo de qualidade, leia-se hotéis e aldeamentos de luxo. No entanto o que se verifica é uma massificação do turismo algarvio acompanhado de uma construção desenfreada, sobretudo no litoral com o objectivo único, mas nunca confessado, de realizar mais valia tão rapidamente quanto possível.
Veja-se o que se passa no nosso Concelho, que em conjunto com o de Vila do Bispo e Aljezur, tem uma das mais belas orlas costeira do mundo.
A construção descaracteriza a cidade e o betão inunda a Meia Praia, o Porto de Mós, a Praia da Luz e todos os intervalos possíveis entre elas, sem fim à vista… A consequência é uma sazonalidade fortíssima e um deserto no resto do ano com a inevitável desestruturação no tecido económico, cultural e social. Quem vem, vem em Agosto, porque já só em Agosto se vende a ideia de uma parede de betão com praia e mar na frente.
Um turismo de massas ultrapassa a capacidade de suporte local e regional em infra-estruturas, em necessidade de mão-de-obra, bem como em “ambiente turístico” a oferecer (praias, paisagem, edificações). Esse tipo de turismo, mesmo que com alguns pólos de qualidade em regra dissociados de realidade envolvente (que tanto poderiam estar em Lagos como no Dubai) conduz inevitavelmente à aculturação da cidade receptora.
A sazonalidade é uma característica deste tipo de actividade turística (turismo de massas), que apontando para uma única característica da região, no nosso caso sol e praia, vende o mais possível esta ideia segundo os mesmos princípios orientadores da Macdonald´s ou da Kentucky Fried Chicken.
É nosso objectivo declarado combater esta realidade e isto só se consegue integrando os que nos visitam no habitat da cidade, na nossa cultura e vivências locais, conciliando o desenvolvimento com a ecologia e o ambiente.
Assim há que, para além do aproveitamento de tudo o que de positivo está feito:
- Dinamizar e promover as artes, o artesanato e o pequeno comércio local;
- Articular acções com os concelhos limítrofes;
- Incentivar o turismo de natureza aproveitando o crescimento exponencial que tem tido em todo o mundo;
- Promover o Turismo de Habitação em meio urbano e o Turismo Rural
- Enquadrar, dar apoio e incentivar os desportos e actividades ligados ao mar: vela, desportos radicais (surf, bodyboard, kitesurf), pesca, mergulho, arqueologia subaquática;
- Apostar em circuitos de pesca, vela, mergulho, pedestres e arqueológicos devidamente cartografados segundo graus de dificuldade e duração dos percursos.
- Chamar para primeiro plano e apoiar a nível de abertura de estabelecimentos comerciais em zona ou zonas a definir da cidade (de preferência no centro histórico) as artes e os ofícios do nosso concelho.
Só com um Turismo Responsável e Sustentado, em oposição ao Turismo de Massas se consegue a viabilidade económica do sector, a criação de postos de trabalho não sazonais e uma Cidade que é Cidade de Janeiro a Dezembro.






[...] O turismo é a principal fonte de receita do Algarve e Lagos não é excepção. A construção está a descaracterizar a cidade e o betão inunda a Meia Praia, o Porto de Mós, a Praia da Luz e todos os intervalos possíveis entre elas… e não parece haver limite! Já só em Agosto se vende a ideia de uma parede de betão com praia e mar na frente. Só com uma actividade turística responsável e sustentada se consegue a viabilidade económica do sector, a criação de postos de trabalho não sazonais e uma indústria que represente uma força viva ao serviço da paz, da amizade e da compreensão entre os povos do mundo. Ler tudo [...]