Ambiente e Sustentabilidade

O BE propõe uma política de intervenção e educação ambiental alicerçada em acções e soluções que melhorem a qualidade de vida de todos – recuperar as zonas poluídas e preservar a biodiversidade; apostar nas zonas verdes, hortas urbanas, ciclovias; incentivar a reciclagem e melhorar a capacidade de recolha e tratamento de resíduos perigosos; privilegiar a utilização de fontes de energia renováveis e aumentar a eficiência energética do Concelho, começando pelos edifícios públicos – aliadas a uma promoção das actividades portadoras de futuro, no domínio das indústrias tecnologicamente evoluídas, das formas de produção energética alternativa e/ou dos serviços avançados, base sustentada de criação de emprego.

A Lista do Bloco de Esquerda de Lagos vê no ambiente uma prioridade. Mais do que a preservação dos recursos naturais do Concelho, a intervenção ambiental pode constituir uma importante oportunidade de reestruturação económica que, a ser feita de forma sustentada, tirará partido das potencialidades de Lagos e, ao mesmo tempo, as despoletará. Para que tal aconteça é necessário, antes de mais, elaborar e aprovar o Plano Director Municipal. É condição para proteger o património ambiental dos interesses imobiliários que, neste momento, governam a seu bel-prazer. Por outro lado, há que promover actividades verdadeiramente portadoras de futuro, no domínio das indústrias tecnologicamente evoluídas, sobretudo nas formas de produção energética alternativa e nos serviços avançados.

É necessário que o executivo camarário coloque o enfoque na manutenção e protecção da beleza natural do Concelho, nomeadamente protegendo as falésias (o caso da praia da D. Ana é um exemplo gritante da fraca política das sucessivas equipas camarárias neste domínio), e na requalificação e valorização da frente de rio e de mar do município. A criação de centros de interpretação e de percursos de observação e descoberta da natureza, com apoio de visitas guiadas (ou autonomizadas com suporte informativo) na Ponta da Piedade, no sistema estuarino da ribeira do Alvor ou no paul entre Bensafrim e Lagos são apostas essenciais para, por um lado, combater o turismo concentrado no binómio sol-mar e, por outro, impedir quaisquer ímpetos de construção que possam surgir.

Em todo o Concelho, é necessário reforçar as zonas verdes e apostar na promoção dos hábitos amigos do ambiente, como por exemplo a utilização de bicicletas (através de ciclovias) ou de outros transportes alternativos, juntos dos cidadãos, bem como aumentar a eficiência energética do Concelho, começando pelos edifícios públicos. É particularmente oportuna a criação de um centro de reciclagem onde se faça triagem de resíduos perigosos, como óleos alimentares, óleos de automóveis e produtos químicos, incentivando a separação e reciclagem de resíduos. A produção de biodiesel para fins energéticos, nomeadamente para utilizar na frota municipal de veículos, seria outra vertente deste projecto, constituindo igualmente uma oportunidade de negócio e de criação de emprego na nossa autarquia.

É imperativo fomentar projectos de agricultura biológica, apoiando as explorações agrícolas e os produtos locais, por exemplo, em articulação com projectos de fundo como sejam a criação, em parceria com as escolas do município, de hortas pedagógicas para sensibilizar os mais jovens para o desenvolvimento de actividades comuns ligadas ao desenvolvimento sustentável e à preservação da natureza. A par desta medida deverá haver o aproveitamento dos espaços baldios da cidade para a criação de hortas urbanas. Note-se que actualmente, em muitas cidades do planeta, os habitantes menos favorecidos da sociedade têm as hortas urbanas como fundamentais na economia familiar, quer como provisão quer como fonte de rendimento.

A lista do BE propõe fazer de Lagos uma cidade membro do PACTO DOS AUTARCAS da Comissão Europeia. Para isso, será necessário que haja um plano de acção em matéria de energia sustentável, onde se deverá incluir a monitorização dos consumos e da produção eléctrica do Concelho. Em simultâneo, será desejável preparar um projecto que permita a adesão ao programa CIVITAS, por exemplo, apostando num sistema de transporte autárquico sustentável, o que tanto resultaria numa diminuição de custos para a autarquia como, também, na diminuição do impacto ambiental do município. Só assim Lagos poderá vir a tornar-se, um dia, uma cidade verdadeiramente sustentável.

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