Comemorar as Zonas Húmidas

A 2 de Fevereiro de cada ano celebra-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas. E todo este ano é dedicado internacionalmente à biodiversidade.
Ambas as comemorações estão relacionadas e adquirem uma importância planetária de que os cidadãos e os seus representantes políticos devem estar conscientes.
De facto, as zonas húmidas, que são áreas habitualmente inundadas ou saturadas de água à superfície ou no subsolo, sustentam uma vegetação típica adaptada e têm uma enorme importância ecológica, por serem dos ecossistemas mais produtivas do mundo.
Por vezes, a ausência temporária de água não impede a classificação de zona húmida.
Devido à grande abundância de alimentos que disponibilizam, as zonas húmidas garantem a sobrevivência de numerosas espécies. As plantas que lá existem alimentam microrganismos e pequenos seres vivos que, por sua vez, servem de alimento a espécies maiores. Em última análise, através de complexas relações entre este ecossistema e outros da bacia hidrográfica e da zona costeira, a sociedade humana dele depende para a sua subsistência.
Há valores que só podem ser alcançados pela manutenção natural das zonas húmidas. Têm a ver com a qualidade e conservação da água, a prevenção de cheias, o controlo da erosão, os produtos naturais e as cadeias alimentares, até às oportunidades únicas de usufruição e recreio. Por isso, só protegendo as zonas húmidas, garantimos a biodiversidade, o nosso bem-estar e qualidade de vida.
À volta de um terço das espécies vivem em zonas húmidas e muitas outras dependem delas. Para muitos animais e plantas, são mesmo os únicos sítios do mundo onde conseguem viver. As aves migratórias usam-nas como escalas nas suas deslocações. A destruição destas áreas leva à impossibilidade das espécies dependentes, incluindo a espécie humana. Por exemplo, as variedades comerciais de pescado precisam das zonas húmidas costeiras e estuarinas para se criarem, condicionando a disponibilidade de alimentos para o Homem.
Apesar disso, as actividades humanas perturbam e degradam frequentemente as zonas húmidas, alteram a quantidade, a circulação e a qualidade da água, introduzem poluentes e alteram a composição das espécies. Mudanças hidrológicas geram mudanças químicas no solo e nas comunidades de seres vivos, destroem o território e a sustentabilidade futura.
É necessário regular e dar equilíbrio à acção humana. Ainda que quase todas as zonas húmidas façam parte do domínio público e/ou da REN, e gozem de alguma protecção, na prática, há dificuldades na sua guarda e gestão, da responsabilidade do estado e dos municípios. Como as divisões administrativas não coincidem com os limites físicos, justifica-se ainda a supervisão de entidades supramunicipais, especializadas, na perspectiva do ordenamento de uma rede mais vasta.
No concelho de Lagos, há zonas húmidas que merecem a atenção de todos. Algumas delas, pelas suas características, estão até sujeitas a convenções internacionais, que destacam a sua salvaguarda. É o caso da Ria de Alvor, incluída na Rede Natura, e em certa medida do Paul e do que resta do sapal de Lagos. As principais linhas de água associadas assumem também grande significado territorial. Destaca-se ainda a albufeira da Bravura com uma capacidade de armazenamento útil de 25 milhões de m3 de água.
Temos de olhar para os leitos de cheia, para os prados húmidos e para os charcos, e para o sapal, não como bancos de ervas insignificantes, mas como laboratórios da vida.
Manter essa realidade biofísica nas melhores condições de funcionamento é fundamental para o futuro e uma responsabilidade de todas as forças políticas, partilhada com os cidadãos, através da sua promoção e da educação ambiental.
Se não houver uma actuação efectiva das entidades administrativas e um melhor conhecimento por parte das pessoas, não se consegue o resultado desejável.
As principais ocorrências que merecem a nossa atenção têm a ver com o controlo das margens, a acumulação de lixo, aterros, destruição da vegetação típica, efluentes e projecção de vias.
Concretamente, é de referir a persistência de problemas como a falta de uma informação segura e actualizada sobre a qualidade das descargas da ETAR de Lagos na linha de água, a deposição irregular de terras em zonas do sapal e do Paul, a pretexto sempre de soluções temporárias, a forma até como é praticada a desobstrução das ribeiras (com corte simultâneo da vegetação ripícola em ambas as margens, quando poderia ser alternadamente cada ano, pois sabe-se do seu importante papel de refúgio para a fauna e de manutenção de caudais residuais em período de estiagem), assim como certas hipóteses de ocupação económica em áreas de infiltração, zonas costeiras e ribeirinhas, ou ainda do atravessamento destas com novas vias rodoviárias.
A criação de atalhos indesejáveis em zonas protegidas, como acontece com a estrada entre marés ligando o Vale da Lama à Meia Praia, ofende a consciência ambiental.
Continuamos à espera de ver implementar mais medidas, designadamente em articulação com Portimão, para a preservação da Ria de Alvor.
Mostramos ainda a nossa preocupação quanto aos ravinamentos e erosão no interior da Costa d’Oiro, por abandono e excesso de carga nesses locais.

Responsabilidade social contra a crise: emprego e orçamento

Uma das iniciativas do programa das Jornadas Parlamentares do BE no Algarve foi o debate «Responsabilidade social contra a crise: emprego e orçamento». A sessão, moderada pela deputada Cecília Honório, contou com a presença da economista Manuela Silva, ex-presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, de António Goulart, coordenador da União dos Sindicatos do Algarve, de Cristina Andrade, do movimento Ferve, e do deputado José Gusmão. Leia o resto deste artigo »

Jornadas Parlamentares do BE no Algarve a 17, 18 e 19 de Janeiro

O Bloco de Esquerda realiza, pela 1ª vez no Algarve, as suas Jornadas Parlamentares, nos próximos dias 17, 18 e 19 de Janeiro. No dia 17 haverá um jantar em Portimão e nos dias 18 e 19 as Jornadas decorrerão em Faro (brevemente será divulgado programa).

O jantar em Portimão, dia 17/01 (Domingo), com a presença de todos os Deputados BE, terá lugar no Restaurante “Lugar do Rio”, no recinto do Parque de Feiras e Exposições de Portimão (junto ao Pavilhão Arena). O preço por pessoa será de 7.50€*.

A iniciativa é uma forma de demonstrar, mais uma vez, a grande vitalidade e capacidade de mobilização do Bloco numa região – o Algarve – onde os índices de precariedade e de desemprego são dos mais elevados do país.

No final de Outubro estavam registados nos Centros de Emprego da região mais de 20 000 pessoas (agora devem ser muito mais). Comparativamente aos anos anteriores os números são sempre a crescer: 2000 – 6 800; 2002 – 9 426; 2007 – 10 552; 2008 – 11 152. Segundo o INE, para o 3º trimestre de 2009, o Algarve já ultrapassava, com 10,3%, a taxa de desemprego nacional situada em 9,8%. Uma autêntica catástrofe social, resultado das políticas liberais e do modelo de desenvolvimento implementado, assente fundamentalmente no binómio turismo – construção civil. A crise socrática agravou dramaticamente a situação. Urge dar uma resposta à altura. Para o feito, estão convidados todos os aderentes, simpatizantes e amigos. todos aqueles que, poperante esta situação , não querem ficar em casa.

As inscrições poderão ser feitas para o mail portimao@blocoalgarve.org ou para os telemóveis n.º 91 817 83 29 e 96 317 26 08.

Objectivos do BE de Lagos para 2010

Como nova força política no Concelho, o Bloco de Esquerda de Lagos traçou um conjunto de objectivos estratégicos, que passam pela consolidação da sua posição e acção políticas. À cabeça estão a auscultação da população e a estruturação de acções concretas, ao encontro das necessidades dos cidadãos:

- Inteirar-se dos problemas das populações – neste âmbito o BE de Lagos está a desenvolver um conjunto de acções de contacto directo com a população;

- Inteirar-se das questões do Concelho – o BE pretende reforçar o seu domínio dos assuntos públicos do Concelho, com a consulta e estudo de todos os dossiês em curso;

- Promover debates sobre questões concelhias, nacionais e internacionais que possam, também, envolver os cidadãos;

- Inaugurar e assegurar o funcionamento da sede;

- Continuar a promover momentos de convívio e sociabilização, plataforma de acção política e interventiva não negligenciável.

Trabalho em curso

Como Grupo Municipal, o BE de Lagos tem assento na Comissão Permanente da Assembleia Municipal, onde, através da sua deputada municipal, Manuela Goes, tem tido oportunidade de discutir os assuntos em foco, participar nas tomadas de decisão e apresentado propostas no sentido de tornar mais próxima dos cidadãos lacobrigenses a actividade da Assembleia. Assim sendo, na primeira Reunião Extraordinária da Assembleia Municipal, decorrida a 16 de Novembro de 2009, o voto do BE impediu a eleição dos cinco deputados do PS para a Assembleia Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Algarve.

Na reunião da Comissão Eventual de Revisão do Regimento, realizada a 24 de Novembro de 2009, o BE de Lagos apresentou sugestões relativas à publicitação da data e ordem do dia das sessões da Assembleia Municipal no site da mesma. Sugeriu ainda tornar o referido sítio electrónico mais apelativo e informativo, por exemplo com a inserção de vídeos de sessões da assembleia (obtidos através de videoconferência ou por gravação) e publicitar as sessões deste órgão agendadas na TV Digital (nos ecrãs dispostos no concelho).

A 26 de Novembro de 2009, em reunião com o executivo camarário, o BE de Lagos, nas pessoas de Manuela Goes, deputada municipal, e Natacha Álvaro, que participaram na audiência no âmbito do direito de oposição para a elaboração das Grandes Opções do Plano e Orçamento, manifestou as suas preocupações no que toca a questões que entende fundamentais: o combate à pobreza e o desemprego; o turismo (nomeadamente a falta de apoio camarário ao «pequeno e diferente turismo» e a necessidade de diversificação das actividades económicas para além do turismo; mobilidade (com atenção especial à linha férrea); ambiente, de modo a que haja uma rigorosa monitorização do património ambiental do concelho no sentido da sua potenciação como base de um turismo verdadeiramente sustentável; juventude, no sentido das políticas que promovam a fixação dos jovens no Concelho.

BE debate «Professores: o ponto de situação» amanhã em Lisboa

Amanhã, sábado, 12 de Dezembro, o Bloco de Esquerda realiza em Lisboa um «debate sobre a situação actual da luta dos professores e da política educativa». Segundo Ana Drago, «no fundamental, queremos reflectir sobre os diferentes aspectos do que foi a vivência das escolas à luz da política destes últimos anos (desde avaliação, a divisão da carreira, novo modelo de gestão e toda a outra abundância burocrática), analisar a luta dos professores, e perspectivar o que devem ser os debates e os desafios para o futuro, à luz da actual negociação entre Ministério e sindicatos. Ou seja, pegar no que se fez e pensar como ‘andar para frente’».

Aberto à participação de todos os interessados, este encontro contará com as intervenções de Manuela Mendonça e António Avelãs, ambos da FENPROF, e de Adelina Precatado, vice-directora da Escola Secundária Luís de Camões, em Lisboa.

Alterações climáticas: Lagos também quer um verdadeiro compromisso

No próximo sábado, 12 de Dezembro, a cidade de Lagos adere à iniciativa «The World Wants a Real Deal – Global Day of Action», lançada no âmbito da Cimera de Copenhaga, através da realização de uma vigília na Meia Praia, pelas 17h30, com ponto de encontro marcado no bar Quim.

Tirando partido das redes sociais, ampliadas pelas tecnologias e pela globalização, prevê-se que esta mobilização à escala planetária seja uma das maiores manifestações pelo clima de sempre.

Mais informações em:

http://tcktcktck.org/realdeal%20

http://www.hopenhagen.org/home/map

http://en.cop15.dk/

«Administração da Região Hidrográfica embarga acesso a urbanização de Lagos» in Público

Festa do BE encheu de animação a sala dos Artistas

Foi um sucesso. A carismática sala dos  ”Artistas” em Lagos encheu-se de gente de todas as gerações na festa dos anos 60,70 e 80, realizada a 7 de Novembro. 

O BE de Lagos congratula-se com este evento, especialmente com facto de ter tido lugar numa Associação com tanta tradição no Concelho. De destacar ainda o espírito de iniciativa e capacidade de organização da juventude do partido.

Para o futuro próximo estão previstas mais actividades, deste e de outros âmbitos. Para não deixar esmorecer os ânimos.

Noite fora, dançou-se ao som da selecção da DJ Mia Wallace

BE de Lagos organiza festa dos 60’s, 70’s e 80’s

Festa dos 60's, 70's, 80's

É um verdadeiro 3 em 1, para lembrar que a política também se comemora. A 7 de Novembro, o Bloco veste-se  rigor e passa em revista os acontecimentos que marcaram três importantes décadas do século XX. A festa acontece nos Artistas – Sociedade Recreativa do Clube Artístico Lacobrigense, a partir das 22h.

Manuela Goes toma posse como deputada à Assembleia Municipal de Lagos

Manuela Goes, eleita pelo Bloco de Esquerda à Assembleia Municipal de Lagos, tomou posse no dia 21 de Outubro, numa cerimónia realizada no Centro Cultural de Lagos.  posse_assembleia

 A “Assembleia Municipal de Lagos é composta por 21 cidadãos eleitos directamente a partir das listas concorrentes e ainda pelos seis presidentes de Junta de Freguesia do Município, num total de vinte e sete elementos, vulgarmente designados deputados municipais”, explica a Câmara Municipal no seu sítio electrónico. Nesta Assembleia Municipal de Lagos agora constituída, presidida por Paulo Morgado, o BE passa a constituir um grupo municipal.

Com a eleição de uma deputada,  o Bloco de Esquerda garante a participação e propõe ser viva voz nas deliberações deste órgão municipal até 2013.

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